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Madeiras Brasileiras para Construção Civil

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O Catálogo de Madeiras Brasileiras para a Construção Civil é um dos produtos do projeto “Desenvolvimento de catálogo de madeiras de uso comercial e estudos básicos para introdução de novas espécies no mercado”, elaborado pelo Centro de Tecnologia de Recursos Florestais – CT- -Floresta/IPT por solicitação do WWF-Brasil. O trabalho foi realizado por uma equipe técnica multidisciplinar composta por Marcio Augusto Rabelo Nahuz (coordenador), Maria José de A.C. Miranda, Paula Kaori Yamamura Ielo, Raphael Jaquier Bossler Pigozzo e Takashi Yojo.

As espécies selecionadas preenchem, além da condição de disponibilidade de estoque florestal, outros requisitos, tais como:

– ampla distribuição e ocorrência em distintas regiões de florestas tropicais;

– potencial de uso nas várias áreas e modalidades da construção civil;

– potencial de substituição das madeiras tradicionalmente usadas no setor;

– disponibilidade de informações tecnológicas de origem confiável;

– algum nível de conhecimento no mercado local, regional ou nacional;

– isenção de obstáculos legais à sua comercialização e utilização.

Com este catálogo, lança-se o desafio de difundir este conhecimento aos usuários de madeira. Pretende-se atingir um amplo público interessado não apenas no uso de uma matéria prima renovável, bonita, que apresenta diferentes cores, texturas, densidades e outras propriedades, mas também um consumidor que sabe que a melhor forma de proteção das florestas é o conhecimento dos seus produtos e a sua correta aplicação.

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Tipos de Madeiras

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A madeira é considerada a matéria-prima de excelência na construção de móveis. Existem muitos tipos de madeira e cada qual com as suas próprias características. A sua escolha requer uma decisão ponderada. Afinal os tipos de madeira que escolher vão determinar a beleza e até, em muitos casos, a durabilidade e o valor da sua nova mobília. Em baixo, apresentamos os tipos de madeira mais comuns.

Abeto: Branca, amarelo-claro, castanho-amarelada, vermelho, ou até rosa. A cor varia conforme a espécie, mas todas elas são madeiras macias. Porém, são pouco resistentes: apodrecem facilmente e não resistem ao ataque de insectos. A somar a tudo isto: difíceis de tratar com conservantes químicos, acabando por ser usadas, muitas das vezes, sem qualquer tratamento. É muito barata.

Acácia: Densa, de fibras curtas, homogênea, sem dificuldades de serragem, polimento, colagem, pregagem, podendo ser tratada para o aumento de durabilidade quando em contato com o solo.

Álamo: É dos tipos de madeira populares, pois é das madeiras mais baratas. Bastante macia e muito fácil de trabalhar. Madeira branca com algumas manchas verdes, ou castanhas. Por não ser das madeiras mais bonitas raramente é utilizada por pessoas que desejam móveis de requinte e se for, são sempre pintados. Por isso mesmo, é frequentemente utilizada para fazer as gavetas.

Andiroba: É uma madeira brasileira resistente, sendo bastante utilizada na construção civil. Sua madeira é de coloração pardo-avermelhada até uma tonalidade bem escura, de superfície irregularmente lustrosa e áspera. É uma madeira de média trabalhabilidade, fácil de laminar e com ligeira tendência a rachar com pregos.

Angelim: É uma madeira dura, de cor castanha avermelhada clara, aspecto fibroso, textura grosseira e grã irregular. É bem resistente ao ataque de fungos e cupins. Muito utilizada em peças de decoração para exteriores e interiores, escadas, pisos, vigas, na construção civil, construção naval etc.

Aroeira: Madeira brasileira tilizada na carpintaria, marcenaria de luxo, compensado, cabos de ferramentas, artesanato, peças torneadas, tacos e tábuas de assoalhos, venezianas, marcos de portas e janelas, molduras, rodapés, escadas, móveis, puxadores, tonéis etc. É a mais nobre de todas as madeiras maciças.

Azevinho: De elevada qualidade, a madeira de azevinho é dura, homogénea, bastante pesada e de cor branco-acinzentada. É frequentemente utilizada pelos marceneiros. Quando tingida a negro substitui a madeira de ébano (origem africana), muito rara.

Bétula ou Vidoeiro: Bastante consistente, forte e maleável. Possui duas variedades: amarelo e branco. Se optar por esta madeira para fazer um móvel é aconselhável pintá-la, pois facilmente ganha manchas.

Bordo: Atraente, forte, a madeira de Bordo é de duas variedades: a macia e a dura. Sendo a dura muito difícil de trabalhar. Utilizada para criar móveis de alta qualidade, como armários. A sua cor é castanha clara com tons avermelhados. É geralmente uma madeira cara.

Carvalho: Dos tipos de madeira mais utilizadas para fazer móveis. Disponível em duas variedades: vermelho e branco. Madeira muito forte, mas fácil de manusear. O branco é mais utilizado, devido à sua aparência. É também resistente à humidade, podendo ser utilizado em mobiliário exterior, é portanto mais caro que o vermelho.

Castanho: Muito utilizado na região do Minho, o castanheiro é explorado pela alta qualidade da sua madeira, sendo mesmo considerado um dos melhores para o mobiliário. Dura, leve e com óptima resistência, os móveis desta madeira duram uma vida.

Cedro: Madeira leve a moderadamente densa  (0,33 a 0,60 g/cm-³), sua cor varia do bege-rosado-escuro até o castanho-avermelhado. Possui superfície lustrosa com reflexos dourados, cheiro característico agradável e textura grosseira. De fácil trabalhabilidade, tanto com instrumentos manuais quanto mecânicos, mas não apresenta boa resistência natural contra cupins e insetos.

 

Cerejeira: De coloração amarronzada, é muito boa de se trabalhar e é moderadamente durável quando exposta às intempéries. Bastante usadas para esculturas, painéis, móveis, gravuras, balcões, molduras, rodapés etc.

Choupo: De pouca durabilidade, sobretudo se mantida ao ar livre, este tipo de madeira caracteriza-se por ser leve, macia e branca. Muito utilizada na confecção de contraplacados.

Cumaru: É uma madeira brasileira, produzida na Amazônia. Superfície pouco lustrosa, de aparência cerosa e odor parecido com o da baunilha. A madeira de Cumaru pode ser classificada como de alto peso específico, baixa retratibilidade e alta resistência mecânica. Apresenta alta resistência ao ataque de organismos xilófagos, que causam danos à madeira e uma durabilidade média de 12 anos. No entanto, é difícil de ser trabalhada e é difícil de ser perfurada e colada (por ser oleosa). Aceita polimento, pintura, verniz e lustre.

Faieira: Fácil de trabalhar e de bom acabamento, possui textura grossa, brilho moderado e cheiro imperceptível. Fácil de aplainar, dando um acabamento regular. Muito utilizado em móveis, artigos decorativos, utensílios domésticos etc.

Freijó: Encontrada no Brasil, pode ser classificada como de peso médio, baixa retratibilidade e média resistência mecânica. Possui superfície de acabamento liso e é de fácil serragem, aplainamento e colagem. De cor marrom clara, é muito utilizada na carpintaria na confecção de móveis, painéis, molduras, forros e divisórias.

Guanandi: É uma madeira moderadamente densa, de coloração bege-rosado. De modo geral, esta madeira apresenta superfície lustrosa e áspera, textura fina e grã geralmente irregular. Apresenta pouca permeabilidade aos tratamentos preservativos em função de possuir os poros parcialmente preenchidos por óleo-resina. Sua densidade básica fica entre 0,49 a 0,51 g/cm³.

Imbuia: Apresenta massa específica e resistência mecânica médias, com retratibilidade volumétrica baixa e é considerada de boa durabilidade natural. Possui o cerne muito variável, indo do pardo-claro-amarelado ao pardo-escuro-avermelhado. Possui superfície irregularmente lustrosa e lisa e odor característico e agradável.

Ipê: Cerne pardo-acastanhado ou pardo-claro, geralmente uniforme, sendo comum apresentar reflexos esverdeados. Superfície pouco lustrosa, medianamente lisa ao tato; textura de fina a média, uniforme; cheiro imperceptível. A madeira é muito pesada e dura, com alta resistência mecânica e baixa retratibilidade volumétrica. É resistente ao ataque de insetos e ao apodrecimento.

Jacarandá: Trata-se de uma madeira de cor vermelha escura, textura média e cheiro agradável. É durável e resistente ao ataque de fungos. De difícil trabalhabilidade, mas apresenta excelente aplainamento, uração, torneamento e lixamento. Seu acabamento é considerado bom.

Jatobá: Madeira de superfície pouco lustrosa, textura lisa e grossa. Pode ser classificada como de alto peso específico, baixa retratibilidade e alta resistência mecânica. Fácil de trabalhar, pode ser desenrolada, aplainada, colada, parafusada e pregada sem muitos problemas, apresentando resistência apenas para tornear e faquear. Possui naturalmente uma boa resistência a fungos e cupins.

Maçaranduba: Indicada para ser usada em itens que ficarão ao ar livre, pois possui boa resistência à umidade e ao ataque de fungos e cupins. Possui core vermelho-arroxeada, com tendência a se tornar vermelho-escuro com o passar do tempo. De textura fina e uniforme, brilho médio, cheiro e gosto imperceptíveis. Além disso, esse tipo de madeira é muito pesado, com resistência mecânica de média a alta. Possui grande durabilidade natural e tendência a rachar se pregada ou parafusada sem furação prévia.

Mogno: Madeira de ótima qualidade, densa, pesada e de boa resistência ao ataque de fungos e cupins. É bastante utilizada no Brasil na produção de móveis diversos. De cor marrom-acobreada, só é pouco resistente ao solo e à umidade. Possui baixa retratibilidade, peso específico e resistência mecânica médias. É fácil de trabalhar, tem superfície brilhante, textura média, uniforme e lisa, e não possui odor muito característico.

Nogueira: Conhecida pela sua resistência é considerada uma das mais valiosas. Muito usada nos móveis de jardim. Madeira avermelhada, anéis de crescimento visíveis. Por ser muito dura é difícil de trabalhar. Relativamente cara.

Paricá: Possui o cerne creme-acobreado, é uma madeira com textura grossa, grã direita irregular e consideravelmente leve e maleável. É de boa trabalhabilidade e tem bom acabamento, no entanto é facilmente suscetível ao ataque de fungos e cupins, possuindo baixa durabilidade. Por conta disso, não costuma ser usada na fabricação de itens maiores e que necessitam de maior resistência, como móveis e itens da construção civil. É utilizada, por exemplo, na fabricação de palitos de fósforo, papel, celulose, calçados, brinquedos, maquetes e outros itens que não necessitem de alta resistência e durabilidade.

Pau-amarelo: De cor marfim clara, é uma madeira que apresenta boa resistência natural ao ataque de insetos de madeira seca como cupins e fungos específicos. Por sua rigidez, qualidade e beleza, é bastante usada na confecção de itens de marcenaria de luxo.

Pinho: Possui cor amarelada, um pouco mais clara que o mostarda. Sua superfície é lisa, lustrosa e uniforme. Possui densidade, resistência mecânica e retratibilidade médias e boa trabalhabilidade.

Peroba: É uma madeira tipicamente brasileira, que possui uma cor marrom-clara que lembra a cor do mel, sendo uma das mais utilizadas na confecção de móveis, pisos, esquadrias, tábuas, painéis, itens de decoração etc, além de produzir uma boa lenha. Fica bastante bonita e brilhosa quando recebe uma camada do chamado óleo de peroba. É bem pesada, densa e durável.

Plátano: Madeira dura, muito resistente e de tom amarelado. Perfeita para o fabrico de todo o tipo de estruturas.

Sucupira: Sua cor é um marrom bem escuro, com superfície irregularmente lustrosa, de aspecto fibroso e entrelaçado, ligeiramente áspera ao trato. Tem baixa retratibilidade, ótima resistência mecânica e é muito difícil de apodrecer, além de ser bem resistente ao ataque de xilófagos. É uma madeira dura, compacta, densa e pesada, sendo difícil de ser trabalhada. Além disso, uma perfuração prévia é recomendada para evitar rachamentos na aplicação de pregos.

Teca: Cada vez mais difícil de encontrar. É uma madeira muito bonita e resistente à chuva, portanto é bastante usada para fazer a mobília do jardim. Varia do castanho-escuro para o amarelo dourado. Nem todos os fornecedores a vendem. Muito cara.